segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O Nascimento da Teologia Pastoral

A disciplina nasce como ciência apenas em 1774, por decreto da imperatriz austríaca Maria Teresa, embora já no século XIII se tivesse decretado o ensino do trabalho pastoral e da prática da confissão, a par com o ensino das Escrituras.

De uma primeira visão antropocêntrica, ligada ao Estado absoluto, a teologia pastoral passa por uma visão bíblica, centrada no sacerdote alter Christus. Reconhece, depois, o seu caráter científico e pragmático, de dimensão eclesiológica e volta a centra-se no pastor, por volta da segunda metade do século XIX.

Após o concílio Vaticano II, K. Rahner dá à teologia pastoral um novo impulso, como ciência da autorrealização da Igreja à luz do contexto atual e mundial. Porém, fez-se uma eclesiologia demasiado existencial e menos de ação.

A teologia do povo de Deus, a eclesiologia de comunhão e a eclesiologia sacramental farão arborescer a pastoral de conjunto de Boulard, que se procura hoje, alicerçada na Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, o tronco do Concílio Vaticano II.

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